Terça-feira, Maio 17, 2005

Você e a escola

Você compreende o termo "paradoxo" quando sua professora de português passa 50 minutos falando sobre como o tempo não rende na sua turma.
Você vê que seus colegas de primeiro ano são iguais aos da quinta série quando eles jogam borracha no ventilador, papel picado no cabelo dos outros e giz uns contra os outros.
Você percebe que não vai aprender nada quando o professor interrompe a aula para cantar alegremente.
Você deixa de acreditar na humanidade quando avisam que o colégio deve entrar em greve e alguém vira e diz "eba, férias".
E você sabe que chegou ao fundo do poço quando a sua média bimestral mais baixa é a de educação física.
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O retorno dos posts nonsenses

Ela formada em gestão do lar, ele trabalhando na fábrica do pai.
A hora de arrumar as meias na gaveta superior era o grande momento de descontração.
Ele tinha cinco blusas idênticas, uma para cada dia de trabalho. Ela era do lar com diploma um pouco acima do fogão.
Não elevavam a voz em público. Ela não tinha alteração de humor na TPM, ele nunca esquecia o dia dos namorados.
Ninguém tinha um gramado tão verde, uma cerca tão branca, uma parede tão limpa.
Um dia o diploma pegou fogo e só sobrou a grama verde, a cerca ficando marrom.
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Um dia um disco voador pousou no quintal, na grama verde, e ela correu para servir café. A quantidade de açúcar não os agradou.
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Um dia foram aparar a grama verde e viram que era sintética. Tiveram alergia ao plástico e morreram.
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Um dia olharam pela janela e viram que o disco voador tinha levado a grama. Ficaram tão surpresos que esqueceram o fogo do café ligado e não viram o diploma queimando.
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Da série: guias práticos para garçons, churrasqueiros e afins, que sempre ficam confusos com os meus pedidos.

Parte I - A chegada

1. Pra que este sorriso tão grande, afinal de contas? Porque eu sei que sou muito simpática, senhora funcionária que fica na porta, mas não acredito que você tenha ficado com saudades de mim. O papelzinho, por favor, obrigada. Não precisa tentar parecer tão feliz em me ver. Obrigada.

Parte II - A carne

1. Ao ouvir "ao ponto", faça o favor de não entender "mugindo e tentando comer as minhas batatas fritas, tá?". Ou pelo menos avise antes, para que eu tenha tempo de pegar comida suficiente para todas nós, já que não gosto de dividir.
2. Veja só: "corte fino" não quer dizer fino em relação a paredes de igrejas. Se ficar na dúvida, emprestarei esquemas explicativos pra você com todo o prazer.

Parte III - A balança

1. Não olhe com esta cara de "só isso? Mas você está em fase de crescimento. Cadê as verduras? Você precisa parar de pular as saladas!". Minha avó e demais amigas vegetarianas desempenham este papel muito bem.
2. E quando pesar a sobremesa, por favor, não compare com o peso da comida com um olhar tão crítico. Aí já fica sendo papel das minhas irmãs preocupadas com a saúde e o tamanho das calças.

Parte IV - A bebida

1. Se eu pedi só "guaraná", não fique na dúvida se é normal ou diet, por favor. Não fico feliz ao ser confundida com adolescente anoréxica contadora de calorias, nem com obesa fora da realidade, que precisa da sugestão do garçom para começar um regime. A caneta azul assassina continua na mochila. Tenha medo, tenha muito medo.

Parte V - A despedida

1. É sério, querida, pare de sorrir assim ou a sua cara vai rachar.